As fissuras oblíquas dividem o pulmão de ambos os lados em lobos superiores e inferiores. O lobo superior direito é ainda subdividido pela fissura horizontal em lobo superior definitivo - acima da fissura - e lobo médio - abaixo da fissura. As fissuras estendem-se desde a superfície do pulmão até ao seu hilo. Ao longo deste trajeto, a pleura visceral sobrepõe-se à pleura visceral. Ambas as superfícies são lisas e separadas por uma camada de líquido lubrificante. Isto permite que os lobos individuais se movam livremente uns em relação aos outros.
A fissura estende-se à esquerda, desde a ponta do processo espinhoso da vértebra T3, inferiormente, à volta do tórax, até ao nível da sexta junção costocondral, anteriormente. Neste trajeto, segue-se o percurso aproximado da sexta costela. A origem posterior da fissura à direita é ligeiramente inferior - a margem inferior da vértebra T4.
Em cerca de metade dos pulmões, a fissura oblíqua é incompleta e os lóbulos podem ainda estar ligados.
A fissura oblíqua pode ser um desenvolvimento evolutivo para permitir uma maior transmissão das excursões diafragmáticas para o lobo superior. Desta forma, o lobo superior pode expandir-se numa extensão relativamente maior para um dado aumento no diâmetro superoinferior da cavidade pleural.
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