Um estudo sobre o consumo social moderado de álcool (1-3,5 unidades de álcool durante um período de 2 horas, duas vezes por semana, durante 16 semanas) num grupo de doentes epilépticos, demonstrou não ter qualquer efeito sobre a frequência das crises, a atividade EEG ou as concentrações de fenitoína, carbamazepina ou etosuximida.
O ensaio foi um estudo em dupla ocultação, controlado por placebo, que envolveu 29 doentes.
O consumo excessivo de álcool pode causar convulsões devido à sobrecarga de fluidos e/ou às concentrações flutuantes de álcool.
Os doentes com epilepsia podem, em geral, beber com segurança 1-2 unidades de álcool por dia. No entanto, o consumo excessivo de álcool deve ser evitado.
Conselhos aos doentes com epilepsia relativamente ao consumo de álcool(3)
- O consumo de não mais do que uma ou duas unidades de álcool em 24 horas não aumenta normalmente o risco de ter convulsões. No entanto, se tiver um historial de abuso de álcool, mesmo pequenas quantidades podem aumentar o número de crises. Isto também se aplica se já teve convulsões relacionadas com o consumo de álcool
- beber mais de duas unidades de álcool em 24 horas pode aumentar o risco de ter convulsões. Para a maioria das pessoas, o risco é maior quando o álcool está a sair do corpo depois de terem bebido. Este risco situa-se entre seis e 48 horas depois de se ter deixado de beber
Referência:
- Drugs and Therapeutics Bulletin (1996), Drugs and alcohol: harmful cocktails?, 34 (5), 36-8.
- Hoppener RJ et al (1983), Epilepsy and alcohol: the influence of social intake on seizures and treatment in epilepsy, Epilepsia, 24, 459-71.
- Epilepsy Action (2010). Epilepsia e álcool
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