A síndrome do leite e álcalis caracteriza-se por hipercalcemia, alcalose e insuficiência renal. Resulta da ingestão excessiva de cálcio e de antiácidos absorvíveis, como o leite ou o carbonato de cálcio. A frequência desta síndrome diminuiu desde a disponibilidade dos antagonistas dos receptores H2 (e depois dos inibidores da bomba de protões) para o tratamento da úlcera péptica.
Parece existir um fator genético no desenvolvimento desta síndrome porque muitos doentes são tratados com carbonato de cálcio sem desenvolverem a síndrome.
Existe um ciclo de hipercalcemia ligeira que leva à retenção de bicarbonato que, por sua vez, causa alcalose e subsequente retenção renal de cálcio. Esta sequência de eventos resulta em hipercalcémia grave. Este ciclo perpetua a hipercalcémia e a alcalose enquanto o cálcio e os álcalis absorvíveis forem ingeridos.
As caraterísticas desta síndrome incluem fraqueza, mialgia, irritabilidade e apatia. O comprometimento da função renal, a hipercalcémia e a alcalose revertem-se rapidamente após a interrupção da ingestão de cálcio e álcalis.
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