A imunidade protetora na lepra está associada à imunidade mediada por células T. Um doente com lepra tuberculoide apresenta uma forte resposta linfoproliferativa aos mitógenos e aos antigénios do M. leprae e apresentaria uma preponderância de células T auxiliares/indutoras CD4 infiltradas nos granulomas, com poucas células CD8 e apenas um bacilo ácido-resistente ocasional. Na lepra lepromatosa, ocorreria o oposto, com numerosos bacilos ácido-resistentes e um número insignificante de células T nos granulomas.
Apenas uma minoria dos indivíduos expostos à infeção por M. leprae desenvolve lepra, pois são capazes de resistir à doença através do estabelecimento de imunidade protetora. Estudos sobre o HLA revelaram que o HLA-DR2 está associado ao desenvolvimento da lepra tuberculoide. Estão a ser investigadas várias outras associações com o HLA.
Referência
- Mi Z, Liu H, Zhang F. Avanços na imunologia e na genética da lepra. Front Immunol. 2020;11:567.
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