17187 doentes que deram entrada em 417 hospitais uma mediana de 5 horas após o início dos sintomas de enfarte agudo do miocárdio foram aleatorizados com controlo de placebo para
- uma infusão i.v. de 1,5 MU de estreptoquinase durante 1 hora
- um mês de 160 mg/dia de aspirina com revestimento entérico
- ambas as opções anteriores
- nenhuma das opções anteriores
Tanto a estreptoquinase como a aspirina reduzem a mortalidade quando comparadas com o placebo:
- estreptoquinase isolada: 9,2% vs. 12,0% (2p < 0,00001)
- aspirina isolada: 9,4% vs. 11,8% (2p < 0,00001)
A utilização de ambos os agentes em conjunto permitiu uma redução sinérgica da mortalidade:
- aspirina + estreptoquinase: mortalidade = 8,0%
- placebo: mortalidade = 13,2%
- isto representa uma redução da probabilidade de morte de 42%
Não se registou um aumento significativo de efeitos secundários graves, como hemorragia intracraniana ou hemorragias que necessitassem de transfusão.
Referência:
- Randomised trial of intravenous streptokinase, oral aspirin, both, or neither among 17187 cases of suspected acute myocardial infarction: ISIS-2. (1988). Lancet, 2, 349-60.
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