A consciência no contexto da anestesia é o estado do paciente que está alerta e recetivo à informação sensorial sob anestesia geral. Trata-se de um fenómeno muito raro. Constitui um problema específico nas seguintes situações
- quando são utilizados relaxantes musculares e o doente está inconsciente ou semi-consciente; não pode comunicar a sua perceção
- quando se considera desejável uma anestesia mínima:
- em obstetrícia, devido ao risco de dar à luz um bebé sedado
- vítimas de traumatismos graves
- circulação extracorpórea
- na recuperação
Pensa-se que existem quatro tipos de memória de acontecimentos:
- a da dor
- recordação de acontecimentos sem dor
- recordação subconsciente dos acontecimentos
- recordação apenas da anestesia
Os índices de profundidade da anestesia podem estar mal calibrados em relação à consciência, por exemplo, as respostas simpáticas podem não estar dramaticamente acentuadas. As tentativas de detetar a consciência implicaram o uso de processamento de EEG, estímulos auditivos evocados e monitorização dos intervalos R-R do ECG.
Se o paciente relatar o despertar no pós-operatório, isso deve ser levado muito a sério. A recordação da dor intra-operatória está associada a grande angústia, tendo sido registados casos de psicose. Recomenda-se o aconselhamento precoce do doente.
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