Os modelos animais de instabilidade articular sugerem que a primeira alteração na cartilagem articular é um aumento do teor de água. Isto pode causar a perda dos proteoglicanos da matriz. Nos seres humanos, pensa-se que a perda de proteoglicanos se deve a uma falha da rede interna de colagénio, que normalmente retém o gel da matriz (1).
A cartilagem torna-se menos rígida e durável e pode ser danificada. A libertação de enzimas celulares leva a uma maior degradação da cartilagem.
A deformação da cartilagem coloca mais tensão na rede de colagénio, o que perpetua o problema.
Os defeitos na superfície articular actuam de forma a concentrar as forças de carga da articulação numa área muito pequena. O resultado é:
- degenerescência trabecular focal
- formação de quistos
- aumento da vascularização e esclerose reactiva
A formação de cartilagem regenerativa no bordo da articulação torna-se ossificada, dando origem a osteófitos (2).
Referências:
- 1. Heinemeier KM et al. Radiocarbon dating reveals minimal collagen turnover in both healthy and osteoarthritic human cartilage. Sci Transl Med. 2016 Jul 6;8(346):346ra90.
- 2. Glyn-Jones S, Palmer AJ, Agricola R, et al. Osteoarthritis. Lancet. 2015 Jul 25;386(9991):376-87.
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