A camptodactilia é notoriamente difícil de tratar. O prognóstico é pior se existir uma deformidade em flexão da articulação interfalângica proximal (IFP), uma extensão ativa mínima nesta articulação ou uma deformidade óssea.
Foram registados bons resultados com o alongamento passivo e a esplintagem quando um doente cumpridor e bem motivado é supervisionado de perto e tem uma deformidade ligeira. A maioria das contraturas inferiores a 40 graus pode esperar alguma melhoria, mas frequentemente não a extensão total. No entanto, isto requer uma esplintagem nocturna e diurna durante muitos anos e subsequente esplintagem nocturna até à maturidade do esqueleto.
Os tratamentos cirúrgicos têm resultados variáveis. A transferência do flexor superficial dos dedos pode diminuir a contratura de flexão residual da rótula para uma média de 15 graus, mas não há garantia de melhoria. As complicações são múltiplas. Numa minoria significativa de doentes, pode ocorrer rigidez, um agravamento da contratura de flexão na articulação dos membros inferiores e uma redução da amplitude de flexão dos dedos nesta articulação. Para além disso, outras complicações podem incluir aderências tendinosas, danos nos nervos ou artérias digitais e perda de pele.
Referências
- Almeida, S.F.; Monteiro, A.V.; Lanes, R.C. Avaliação do tratamento da camptodactilia: Análise retrospetiva de 40 dedos. Rev. Bras. Ortop. 2014, 49, 134-139.
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