valores de p utilizados
- um teste estatístico não pode provar absolutamente nada - tudo o que um teste estatístico pode fazer é quantificar a probabilidade de um resultado observado num estudo ser um efeito real e não devido ao acaso
- os testes de significância (testes de hipóteses) em estudos clínicos são realizados para avaliar a probabilidade de uma diferença observada entre intervenções poder ter ocorrido por acaso - os testes verificam efetivamente a hipótese de não existir diferença entre intervenções (referida como "hipótese nula")
- o valor p é a probabilidade de não existir diferença entre as intervenções para um determinado parâmetro ("hipótese nula")
- a probabilidade pode assumir qualquer valor entre zero (nenhuma hipótese) e 1,0 (certeza), e isto também é verdade para o valor p
- existe uma convenção arbitrária de utilizar um valor p de 0,05
- isto significa que, se o valor p for < 0,05 (o que significa que a probabilidade de os efeitos de duas intervenções serem os mesmos é de 1 em 20 ou menos), diz-se que os efeitos de duas intervenções são estatisticamente significativamente diferentes e a "hipótese nula" é refutada (ou seja, há provas de que existe uma diferença entre as intervenções)
- inversamente, se o valor de p for >0,05, isto, por convenção, indicaria que não existe uma diferença estatisticamente significativa no efeito entre as intervenções
- note-se que os testes de significância, por si só, não indicam a magnitude da diferença observada entre os tratamentos que é necessária para determinar o significado clínico dos resultados do estudo
Referência:
- MeReC Briefing (2005);30:1-7.
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