O diagnóstico da raiva é geralmente efectuado clinicamente.
O anticorpo fluorescente tem sido utilizado para detetar o antigénio da raiva nos tecidos, por exemplo - biópsia da pele da nuca - antigénios virais ou ARN detectados na base dos folículos pilosos que contêm nervos periféricos, nas secreções salivares, no tecido cerebral (post mortem)
Os corpos de Negri são detectados post mortem em cerca de 90% dos doentes com raiva.
Os casos clínicos podem ser confirmados pela presença de um ou mais dos seguintes critérios laboratoriais: (2)
- presença de antigénios virais
- isolamento do vírus em cultura celular ou em animais de laboratório
- presença de anticorpos específicos do vírus no líquido cefalorraquidiano ou no soro de uma pessoa não vacinada
- presença de ácidos nucleicos virais detectados por métodos moleculares em amostras (por exemplo, amostra de biopsia cerebral, pele, saliva, urina concentrada) colhidas post mortem ou quando o doente está vivo.
Referência:
- Crowcroft NS, Thampi N.The prevention and management of rabies. BMJ. 2015;350:g7827.
- Organização Mundial de Saúde. Consulta de peritos da OMS sobre a raiva: WHO TRS N°1012 (terceiro relatório). abril de 2018 [publicação na Internet].
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