Excecionalmente, o carcinoma surge na endometriose do ovário.
Mais habitualmente, os tumores surgem do epitélio superficial do ovário, cujo padrão histológico se assemelha muito ao do adenocarcinoma do endométrio uterino.
Os tumores endometrióides benignos são raros e, normalmente, são um cistoadenofibroma unilateral.
O adenocarcinoma endometrióide maligno é a segunda forma mais comum de malignidade epitelial do ovário, representando 20-25% de todas as neoplasias malignas do ovário. O pico de incidência situa-se entre os 50 e os 60 anos de idade. Na fase inicial da doença, são bilaterais em cerca de 10% dos casos.
Cerca de 30% dos tumores endometrióides do ovário coexistem com um cancro primário do endométrio. Os tumores surgem provavelmente de forma síncrona, e não como metástases de outros órgãos. Cerca de 10% dos tumores endometrióides do ovário estão associados a endometriose.
O prognóstico é melhor do que para os tumores serosos ou mucinosos do ovário, possivelmente porque muitos tumores endometrióides são bem diferenciados.
Referências
- Kurman RJ, Carcangiu ML, Herrington CS, et al. Classificação da OMS dos tumores dos órgãos reprodutores femininos. 4.ª ed. Lyon: Agência Internacional de Investigação do Cancro; 2014.
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