Gestão de doentes idosos (com mais de 60 anos de idade)
Os doentes mais velhos que apresentam LMA têm um pior prognóstico (provavelmente piora com o aumento da idade), mais anomalias citogenéticas desfavoráveis, maior incidência de leucemia secundária e maior frequência de sobre-expressão de fenótipos de resistência a múltiplos fármacos (MDR) (1,2).
Estes doentes requerem abordagens de tratamento diferentes, uma vez que o tratamento neste grupo está associado a uma maior resistência à quimioterapia, a um aumento das complicações relacionadas com o tratamento e a um resultado inferior (1).
É importante ter em conta o estado de desempenho ou as várias comorbilidades antes do tratamento, uma vez que isto permite alguma flexibilidade em relação aos limites de idade (1).
As opções de tratamento neste grupo incluem
- quimioterapia padrão
- é considerada em doentes com as seguintes caraterísticas:
- idade relativamente jovem (60-70 anos)
- bom estado de desempenho (grau 0-2 da OMS)
- contagem de glóbulos brancos <100 x 10^9/l
- função orgânica normal
- apresentação de novo
- ausência de anomalias citogenéticas desfavoráveis
- ausência de expressão do gene MDR
- é considerada em doentes com as seguintes caraterísticas:
- tratamento não intensivo (paliativo)
- o objetivo é controlar a contagem de leucócitos, minimizar a hospitalização e melhorar a qualidade de vida
Referência:
- 1. British Committee for Standards in Haematology et al.Guidelines on the management of acute myeloid leukaemia in adults. Br J Haematol. 2006;135(4):450-74.
- 2. Döhner H et al. Diagnosis and management of acute myeloid leukemia in adults: recommendations from an international expert panel, on behalf of the European LeukemiaNet. Blood. 2010;115(3):453-74.
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