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Efeito da morfina de libertação prolongada em doses baixas na falta de ar crónica na doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC)

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Equipa de autores

O estudo BEAMS (Dificuldade respiratória, esforço físico e sulfato de morfina) (1):

  • ensaio clínico aleatório que incluiu 156 pessoas com DPOC e falta de ar crónica
  • o tratamento com 8 mg/dia e 16 mg/dia de morfina oral de libertação prolongada durante 1 semana resultou numa diferença média de -0,3 e -0,3, respetivamente, na variação da intensidade da pior falta de ar, em comparação com o placebo; nenhuma das diferenças foi estatisticamente significativa
    • as pontuações variaram entre 0 e 10 (sendo 10 a pontuação correspondente à pior ou mais intensa) na escala de avaliação numérica utilizada
  • Conclusão:
    • a morfina de libertação prolongada, quando comparada com o placebo, não reduziu significativamente a intensidade da pior falta de ar em pessoas com DPOC
    • entre pessoas com DPOC e dispneia crónica grave, a morfina de libertação prolongada em doses baixas diárias não reduziu significativamente a intensidade da pior dispneia após 1 semana de tratamento

Referência:

  1. Ekström M, Ferreira D, Chang S, et al. Efeito da morfina de libertação prolongada, em doses baixas e regulares, na falta de ar crónica na doença pulmonar obstrutiva crónica: o ensaio clínico aleatório BEAMS. JAMA. 2022;328(20):2022–2032. doi:10.1001/jama.2022.20206.

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