A esclerose múltipla tem uma herança poligénica complexa. Os genes responsáveis não estão a codificar produtos aberrantes, mas são polimorfismos que ocorrem normalmente. A informação sobre a genética da EM provém de estudos de ligação genética de genes candidatos ou, mais recentemente estudos de ligação do genoma.
O principal locus genético da esclerose múltipla (o alelo HLA-DRB1*1501) foi descoberto na década de 1970 na região do complexo principal de histocompatibilidade (MHC), muito antes da era dos estudos de associação do genoma.
Existe uma ligação bem estabelecida entre os alelos DR15 e DQ6 do MHC de classe II e o TNF-alfa (1)
Um estudo de associação alargada do genoma (GWAS) demonstrou que mais de 100 variantes genéticas influenciam o risco de esclerose múltipla (EM) (2)
Referências:
- 1) Sawcer S, Maranian M, Setakis E, Curwen V, Akesson E, Hensiek A, Coraddu F, Roxburgh R, Sawcer D, Gray J, Deans J, Goodfellow PN, Walker N, Clayton D, Compston A. "A whole genome screen for linkage disequilibrium in multiple sclerosis confirms disease associations with regions previously linked to susceptibility." Brain 2002 Jun;125(Pt 6):1337-1347
- 2) Sawcer S, Hellenthal G, Pirinen M, Spencer CC, Patsopoulos NA, et al. (2011) Genetic risk and a primary role for cell-mediated immune mechanisms in multiple sclerosis. Natureza 476: 214-219
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