As fracturas do colo do fémur ocorrem mais frequentemente na sequência de uma queda ou de um golpe no trocânter maior, que pode ser bastante trivial. Em ossos gravemente osteopénicos, o colo do fémur pode fraturar ao suportar peso, por exemplo, ao levantar-se de uma cadeira. Raramente, uma fratura do colo do fémur surge na sequência de uma lesão traumática grave numa criança.
Ao exame, o lado afetado está encurtado e rodado externamente. Isto deve-se ao facto de a diáfise femoral se mover agora independentemente da articulação da anca, de modo que o iliopsoas e a gravidade rodam o fémur externamente e não a anca internamente.
A radiografia revela uma linha de fratura trans-cervical ou sub-capital, com ou sem deslocamento - conforme avaliado pela quantidade de desalinhamento entre as linhas trabeculares na cabeça e no colo do fémur em ambos os lados da linha de fratura.
É necessário ter cuidado para não perder fracturas não deslocadas. O doente pode ser capaz de suportar o peso com a linha de fratura pouco visível na radiografia. Estas lesões podem deslocar-se dias ou semanas depois, ou permanecer estáveis.
A classificação de Garden pode ser utilizada para descrever a quantidade de deslocação e impactação.
Existe uma elevada taxa de não união e de necrose avascular nas fracturas deslocadas. Uma fratura que não seja deslocada ou impactada tem um bom prognóstico.
Referências
- Parker M, Johansen A. Fratura da anca. BMJ. 2006 Jul 1;333(7557):27-30.
- Fernandez MA, Griffin XL, Costa ML. Management of hip fracture. Br Med Bull. 2015 Sep;115(1):165-72.
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