Esta técnica envolve a utilização de polimorfismos de comprimento de fragmentos de restrição (RFLP): fragmentos de ADN de massa molecular diferente entre indivíduos, resultantes da digestão do genoma por enzimas de restrição. Este ADN pode ser isolado de uma amostra forense e do sangue de um suspeito.
Uma enzima de restrição específica digere o ADN em sítios que diferem em comprimento porque têm um número variável de unidades repetidas aleatoriamente, denominadas regiões hipervariáveis. As regiões hipervariáveis apresentam uma grande variabilidade - polimorfismo - entre indivíduos. Utilizando a sonda de ADN adequada para os fragmentos, a correspondência em termos de posição entre as análises de regiões hipervariáveis da amostra do suspeito e da amostra forense fornece uma indicação do grau de parentesco.
A probabilidade de haver uma correspondência entre dois espécimes que não são do mesmo indivíduo varia entre 1 em 100 000 e 1 em 1 milhão (1). Uma não correspondência entre dois espécimes significa que não podem ser provenientes da mesma pessoa.
Existe a preocupação de que as hipóteses de uma correspondência entre dois espécimes de duas pessoas diferentes possam ser mais elevadas em subgrupos específicos de uma população ou mesmo numa família, do que na população em geral.
Referência:
- Housman DE (1995). DNA on trial - the molecular basis of DNA fingerprinting. NEJM, 332, 534-5.
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