O dispositivo intrauterino (DIU) inibe a fertilização por toxicidade direta. Considera-se que tem efeitos tanto antes como depois da fertilização.
- Caso ocorra a fertilização, uma reação anti-inflamatória no endométrio impedirá a implantação.
- Além disso, o cobre tem um efeito tóxico sobre os espermatozoides e inibe a penetração
- É a forma mais eficaz de contraceção de emergência e a única que proporciona proteção contínua se for mantido no local.
Deve ser oferecido um DIU (ou aconselhamento sobre como o obter) às mulheres que solicitem contraceção de emergência (CE), mesmo que se apresentem no prazo de 72 horas após uma relação sexual desprotegida.
- Idealmente, um DIU de emergência deve ser colocado logo na primeira consulta, mas a inserção pode ser adiada, conforme a conveniência da mulher; nesse caso, deve ser sempre administrada contraceção de emergência hormonal entretanto
- Numa situação em que não existam instalações disponíveis, os mecanismos locais de encaminhamento devem facilitar o acesso atempado a um especialista que possa fornecer o DIU de emergência
É possível inserir um dispositivo intrauterino de cobre (DIU) no prazo de 5 dias após a relação sexual desprotegida como método de contraceção de emergência; no entanto, é importante referir que também é possível inserir um DIU de cobre no prazo de cinco dias a contar do momento mais precoce da ovulação (ou seja, o dia 19 de um ciclo menstrual de 28 dias) como forma de contraceção de emergência
- as taxas de falha mais baixas observam-se nos DIUs com faixas de cobre nos braços e que contenham pelo menos 380 mm² de cobre; por conseguinte, estes devem ser a primeira escolha, especialmente em mulheres que pretendam manter o DIU como contraceção a longo prazo
- recomenda-se a realização de esfregaços (incluindo para a clamídia) antes da inserção
- devem ser prescritos antibióticos profiláticos se houver risco de uma doença sexualmente transmissível, por exemplo, no caso de violação
As mulheres devem ser informadas de que devem regressar 3 a 6 semanas após a inserção do DIU para excluir a possibilidade de infeção, perfuração ou expulsão. Informe-as sobre:
- o ligeiro aumento do risco de infeção pélvica nos 20 dias imediatamente a seguir à inserção do DIU
- a procura de aconselhamento médico imediato caso desenvolvam sintomas de infeção pélvica, dor, anomalias menstruais persistentes, ausência de menstruação ou fios não palpáveis
Não há evidências registadas que sugiram que a utilização concomitante de medicamentos afete a utilização do DIU de emergência. Por conseguinte, o DIU de emergência é a melhor opção para as pacientes que tomam medicamentos indutores enzimáticos.
As contraindicações para a utilização do DIU de emergência são as mesmas que para a inserção de rotina do DIU.
Referência
- Orientação Clínica: Contraceção de Emergência. Faculdade de Saúde Sexual e Reprodutiva (março de 2017 — atualizado em julho de 2023)
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