Considerações sobre o ensaio da troponina cardíaca
Devido às dificuldades do ensaio, houve preocupações iniciais quanto à especificidade da troponina T cardíaca em doentes com insuficiência renal, bem como quanto à existência de reatividade cruzada com o músculo esquelético lesado. Estes problemas não se verificam com os ensaios de segunda e terceira geração para a toponina T cardíaca.
Existem também vários ensaios disponíveis para a troponina I cardíaca - que requerem normalização. Os ensaios para a troponina I também podem ter problemas devido à interferência de fibrina, heparina, anticorpos heterófilos e anticorpos humanos anti-rato. Estes últimos podem constituir um problema nas pessoas que produzem anticorpos ou que recebem terapêutica com anticorpos extrínsecos.
Para a maioria dos testes clínicos, o percentil 97,5 é utilizado como limite de normalidade, mas um editorial na Circulation (setembro de 2000) sugeriu que, para a troponina cardíaca T, troponina cardíaca I e CK-MB, o percentil 99 deve ser considerado como o limite superior.
Referências:
- Jaffe A.S. et al. Editorial. Está na altura de mudar o padrão da troponina. Circulation. setembro de 2000;102(11):1216.
- Lindahl B. et al. Markers of myocardial damage and inflammation inrelation to long-term mortality in unstable coronary artery disease. NEJM 2000;343(16):1139-1147
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