As isoformas cardíacas das troponinas I ou T são os marcadores preferidos para o diagnóstico de lesão do miocárdio. São mais sensíveis e específicas do que a CK-MB ou outros marcadores convencionais.
As troponinas estão presentes em complexos de peso semelhante ao da CK-MB e é provável que sejam libertadas das células lesadas a taxas semelhantes. Uma vez elevadas, as troponinas podem persistir durante várias semanas e, nalgumas circunstâncias, a CK-MB pode ser útil para esclarecer se um evento é recente (dentro de 48 horas).
A altura ideal para verificar a presença de troponinas cardíacas é entre as 6 e as 9 horas. Idealmente, também se deve documentar uma elevação em mais do que uma amostra
As troponinas cardíacas de alta sensibilidade (hs-cTnTs) podem ser obtidas mais cedo para determinar se ocorreu um enfarte agudo do miocárdio
- existem provas de que, utilizando a determinação da hs-cTnT, foi possível diagnosticar um enfarte agudo do miocárdio em 94% dos casos na admissão e em 100% dos casos, se o ensaio fosse repetido às 3 horas.
Referência:
- Aldous SJ et al. Utilidade diagnóstica e prognóstica da medição precoce com ensaio de troponina T de alta sensibilidade em pacientes que apresentam dor torácica.CMAJ. 2012 Mar 20;184(5):E260-8
- Stabile E, Agresta A. Troponina de alta sensibilidade útil para o diagnóstico e prognóstico em pacientes com síndrome coronariana aguda. Evid Based Med. 2013 Feb;18(1):42.
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