As enzimas cardíacas são moléculas libertadas para a circulação como consequência de lesão cardíaca. São utilizadas no diagnóstico do enfarte do miocárdio, mas as elevações não são sinónimo de um mecanismo isquémico de lesão e os resultados devem ser interpretados no contexto dos achados clínicos e do ECG.
É importante notar que as enzimas cardíacas, como a creatina quinase (CK), a aspartato aminotransferase (AST) e a lactato desidrogenase (LDH), têm uma especificidade variável em relação ao músculo cardíaco.
As troponinas cardíacas T e I são os marcadores preferidos para o diagnóstico de lesão do miocárdio. Estes marcadores são mais sensíveis e mais específicos do que a medição da CK, AST ou LDH. Algumas autoridades consideram que estes últimos ensaios já não devem ser utilizados para avaliar a doença cardiovascular. No entanto, é aceite que a CK total pode ter um papel em ensaios para permitir a comparação com dados anteriores e também que a medição da CK-MB pode ajudar a esclarecer se ocorreu um evento cardíaco nas 48 horas anteriores.
As enzimas cardíacas incluem:
- Troponina cardíaca T e I, CK - a primeira a aumentar
- AST - segunda a subir
- LDH - a última a aumentar
Os picos tendem a ocorrer mais cedo e são frequentemente mais elevados, após uma terapia trombolítica bem sucedida. Isto é atribuído ao "washout" de enzimas da área infartada imediatamente após a reperfusão.
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