A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um importante fator de risco independente para a morbilidade e mortalidade neuro-cognitiva, endócrina e cardiovascular grave em todos os grupos etários:
- problemas psicossociais - relacionados com a sonolência diurna excessiva
- diminuição da função cognitiva
- diminuição da concentração, em particular na condução automóvel, mas também em qualquer outra atividade que exija atenção
- está associado a um risco acrescido de acidentes de viação (2)
- depressão
- perda da libido e da capacidade erétil
- há relatos de redução do QI, da memória e das capacidades de aprendizagem em pessoas que sofrem de AOS na infância
- doenças cardiovasculares
- hipertensão
- estudos comunitários demonstraram que a AOS é comum em doentes com hipertensão difícil de tratar
- bradiarritmias e taquiarritmias
- hipertensão
- endócrinas
- tolerância à glucose diminuída
- dislipidemia
- síndrome dos ovários poliquísticos e hipotiroidismo - em mulheres com AOS
- hipóxia - mas é difícil estimar a mortalidade oculta das pessoas que não se apresentam. É provável que haja algum efeito da redução da PO2 para 2kPa durante toda a noite em condições isquémicas estabelecidas (1,2).
Referências:
- (1) Greenstone M, Hack M. Obstructive sleep apnoea (apneia obstrutiva do sono). BMJ. 2014;348:g3745
- (2) Scottish Intercollegiate Guidelines Network (SIGN) 2003. Gestão da síndrome da apneia/hipopneia obstrutiva do sono em adultos
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