Não existem diretrizes definitivas para o tratamento de tumores intracranianos. Cada lesão requer a devida consideração de:
- grau - benigno ou maligno
- local - até que ponto é acessível
- tipo - se é conhecido com certeza e, em caso afirmativo, se é suscetível de tratamento conservador.
Em geral, a terapia conservadora é o tratamento de eleição sempre que existam medidas específicas, por exemplo, os adenomas da hipófise.
Os tumores benignos são melhor tratados por excisão, exceto quando são inacessíveis ou estão ligados a estruturas adjacentes.
O tratamento dos tumores malignos e das lesões benignas não excisáveis é mais complexo. Qualquer edema existente pode ser reduzido utilizando esteróides como a dexametasona e diuréticos como o manitol para baixar a PIC. A dificuldade reside então em decidir quando e como operar. A monitorização com exames de TC repetidos pode ser adequada para tumores pequenos e assintomáticos; a TC inicial fornece uma base de referência para avaliar a evolução do tumor.
Pode ser efectuada uma biópsia por orifício ou estereotáxica para identificar melhor a histologia da lesão. Consoante a natureza e a localização do tumor, pode seguir-se a remoção parcial ou total.
A radioterapia é frequentemente utilizada isoladamente ou após a cirurgia. Muitos tumores intracranianos, mas não todos, são radiossensíveis.
Até à data, a quimioterapia tem sido dececionante. A principal dificuldade reside no facto de se encontrar um fármaco que atravesse a barreira hemato-encefálica. Dependendo do tipo de tumor, podem ser utilizados BCNU, CCNU, vincristina e metotrexato.
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