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Considerações éticas

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A Lei do Aborto de 1967 estabelece que nenhuma pessoa é obrigada a participar em qualquer tratamento autorizado pela Lei a que tenha uma objeção de consciência, a menos que o tratamento seja necessário para salvar a vida da mulher ou evitar ferimentos graves.

Este facto não isenta o médico do seu dever geral de cuidado. Se o médico se sentir incapaz de participar num aborto, a paciente deve ser encaminhada para outro médico.

A lei não prevê o "aborto a pedido" ou o aborto por razões sociais. No entanto, a avaliação da ameaça à saúde materna inclui factores sociais como o apoio do pai, a situação financeira, etc.

Todas as mulheres que procuram um aborto têm direito à confidencialidade. Só em circunstâncias excepcionais, em que a saúde, a segurança ou o bem-estar de um menor ou de outras pessoas estejam em risco, é que a informação pode ser revelada a terceiros.

Referência:

  1. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) 2011. Cuidados a prestar às mulheres que solicitam um aborto induzido. Diretriz clínica baseada em evidências número 7.

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