As úlceras diabéticas são um exemplo de úlceras neuropáticas.
- A incidência anual de úlceras nos pés de doentes diabéticos com neuropatia periférica situa-se entre 5,0 e 7,5% (1)
A neuropatia periférica causa ulceração através dos seus efeitos nos nervos sensoriais, motores e autonómicos:
- a perda de sensibilidade devido à neuropatia sensorial torna os doentes vulneráveis a traumas físicos, químicos e térmicos
- a perda de sensibilidade é um fator importante em quase todas as úlceras do pé diabético
- está associada a um aumento de sete vezes no risco de ulceração
- a perda de sensibilidade é um fator importante em quase todas as úlceras do pé diabético
- as deformações do pé causadas pela neuropatia motora (como os dedos em martelo e o pé em garra) podem levar a pressões anormais sobre as proeminências ósseas
- a pele seca, associada à neuropatia autonómica, resulta em fissuras, fendas e calosidades (1,2)
Ocorrem sempre no pé, geralmente na face plantar sob as cabeças dos metatarsos ou na face plantar dos dedos (3).
- Normalmente, uma úlcera diabética é profunda, indolor, infetada e tem um aspeto "perfurado
- estas úlceras são conhecidas como "úlceras perfurantes
Note-se que a infeção pode propagar-se rapidamente e pode levar a necrose extensa e septicémia, com risco para os membros.
Referências:
- (1) Boulton AJ, Kirsner RS, Vileikyte L. Clinical practice. Neuropathic diabetic foot ulcers. N Engl J Med. 2004;351(1):48-55.
- (2) Diretrizes Internacionais de Boas Práticas: Gestão de Feridas em Úlceras de Pé Diabético. Wounds International, 2013
- (3) Edmonds ME, Foster AVM. Úlceras do pé diabético. BMJ : British Medical Journal. 2006;332(7538):407-410
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