O diagnóstico definitivo da etiologia subjacente à hiponatrémia nem sempre é possível aquando da apresentação inicial
- deve ser feita uma anamnese exacta
- procurar sinais e sintomas de hiponatrémia
- inquirir sobre qualquer medicação (por exemplo, diuréticos, antidepressivos), fluidos intravenosos recentemente recebidos, vómitos, diarreia e sobre quaisquer doenças associadas (1)
- medir a osmolalidade sérica (2)
- se a osmolalidade sérica for normal (275 - 295 mOsmol/l) ou elevada (>295 mOsmol/l), considerar causas como a hiperglicemia, a hiperlipidemia, a hiperproteinemia e a insuficiência renal
- em casos de osmolalidade baixa (<275 mOsmol/l), avaliar o estado de volume do doente,
- hipovolémia - taquicardia, hipotensão postural, pele seca, turgor cutâneo reduzido, aumento da ureia no sangue, aumento da renina plasmática
- euvolémia - ureia no sangue normal ou ligeiramente reduzida
- hipervolémia - edema (periférico, sacral, pulmonar), ascite, aumento da PVC ou da PVC (3)
- As três principais classificações de hiponatrémia hipotónica com base no estado do volume do FEC do doente:
- hiponatrémia hipovolémica
- hiponatrémia normovolémica (euvolémica)
- hiponatrémia hipervolémica
- devem ser efectuados testes à glicose e aos lípidos plasmáticos, à função renal, à função tiroideia e à função suprarrenal, se clinicamente indicado (1,2)
Referência
- Adrogué HJ, Tucker BM, Madias NE. Diagnóstico e tratamento da hiponatremia: uma revisão. JAMA. 2022 Jul 19;328(3):280-91.
- Spasovski G, Vanholder R, Allolio B, et al; Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes de Hiponatremia. Diretriz de prática clínica sobre o diagnóstico e tratamento da hiponatrémia. Eur J Endocrinol. 2014 Feb 25;170(3):G1-47.
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