A DCJ é causada pela deposição intracelular de uma forma anormal da proteína priónica celular normal. Esta forma anormal da proteína do prião, designada PrPsc, é insolúvel e resistente à proteinase e pode ser identificada por imunocitoquímica em amostras patológicas. A PrPsc difere da proteína priónica humana solúvel normal, PrPc, não pela sua sequência de aminoácidos mas pela conformação em que a proteína é formada. O gene PrP foi identificado, mas até à data a sua função normal é desconhecida. Os ratinhos transgénicos com PrP-knockout desenvolvem-se normalmente.
A precipitação da PrPsc propaga-se no sistema nervoso central devido à capacidade da PrPsc para catalisar a conversão da PrPc endógena em PrPsc.
A teoria da proteína única, ou prião, pode explicar as três histórias naturais observadas das encefalopatias espongiformes:
- esporádica:
- a conversão de PrPc em PrPsc pode ocorrer como um evento aleatório
- a conversão de PrPc em PrPsc pode ocorrer como um evento aleatório
- familiar:
- mutações específicas da PrP tornam mais provável a conversão aleatória de PrPc em PrPsc
- mutações específicas da PrP tornam mais provável a conversão aleatória de PrPc em PrPsc
- adquirida:
- a exposição iatrogénica ou ambiental à PrPsc pode desencadear a produção endógena de PrPsc
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